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TRANSMISSÃO AUTOMÁTICA 

PRECISO TROCAR O ÓLEO DA TRANSMISSÃO AUTOMÁTICA?

PRECISO TROCAR O ÓLEO DA TRANSMISSÃO AUTOMÁTICA?

por Www.valvoline.com.br

Transmissão é um termo que vem do latim transmissio e que se refere à ação de transmitir.          

O sistema de Transmissão automotiva é responsável pela transmissão de força, rotação e torque do motor até as rodas. É a Transmissão que comunica às rodas do veículo a potência do motor transformada em energia mecânica. 

Tipos de Transmissões Automotivas

Existem 6 tipos de Transmissões Automotivas:

  • MT – Manual Transmission – Transmissão Manual
  • AMT – Automatized Manual Transmission – Transmissão Manual Automatizada
  • DCT – Dual Clutch Transmission – Transmissão Dupla Embreagem
  • AT – Automatic Transmission – Transmissão Automática
  • CVT – Continuously Variable Transmission – Transmissão Variável Continuada
  • Axle – Diferencial

Transmissão Automática: AT – Automatic Transmission

O projeto de uma caixa de Transmissão Automática (AT) possui um desenho muito complexo, com componentes Hidráulicos, como o Conversor de Torque e o Distribuidor Hidráulico, materiais de fricção, como Embreagens e Freios para troca de marcha, um Conjunto de Embreagens Planetárias e possui Selos sensíveis. 

O principal problema da Transmissão Automática é a necessidade de frear ou acoplar diferentes partes de diversos planetários. Quando há dois ou mais planetários, é necessário usar pressão hidráulica. 

A vantagem de transmitir força usando o ATF é que ele pode seguir por mangueiras, passar por dentro de um eixo oco e girar junto com outras partes móveis. Pelo fato de ser líquido, ocupa o espaço que lhe é destinado, e transmite força por mais tortuoso que seja o caminho. 

Para isto funcionar é preciso haver um circuito hidráulico, com bomba, válvulas, pistões, filtro e o ATF, um sistema complexo que custa caro e dá mais manutenção. 

Os atuadores hidráulicos ou elétricos realizam as trocas de marchas, em conjunto com as engrenagens planetárias.  

A caixa automática típica usa eletrônica na parte decisória e também em alguns atuadores, deixando a força hidráulica para as funções onde ela é insubstituível. 

As marchas à frente (D) são escolhidas de forma eletrônica, mas se a central falhar, a segunda marcha é engrenada, pois corresponde à posição em que todas as válvulas elétricas estão desativadas. 

Neste mesmo câmbio, a ré (R) é puramente hidráulica. O neutro (N) realmente corta a força hidráulica, impedindo que qualquer marcha seja engrenada. 

As posições 2 e L têm atuação hidráulica. Na posição D, as marchas 1 e 2 fazem uso de rodas livres para travar as engrenagens. Isto prejudica o freio motor porque a roda livre libera quando o motor gira mais devagar que a Transmissão, como se o câmbio entrasse em ponto morto.

Quando a alavanca está em 2 ou L, o circuito hidráulico aciona freios adjacentes às rodas livres, e a marcha mantém-se engatada mesmo ladeira abaixo. Câmbios mais avançados fazem isto eletronicamente. 

Nas marchas 3 e 4, as rodas livres não podem liberar o câmbio, de modo que o freio motor está sempre presente nestas marchas. Não é necessária uma posição de alavanca para segurar o carro ladeira abaixo.

Os principais fabricantes são a GM, Ford, ZF, Aisin Warner e Jatco.

 As vantagens da Transmissão Automática são a alta capacidade de torque, engrenagem suave, com baixa perda de torque. Já as desvantagens são o peso, menor eficiência dentre todos sistemas de transmissão, e o custo de fabricação.

motor transmissão automática

Fluido de Transmissão Automática: ATF – Automatic Transmission Fluid

O Fluido para Transmissão Automática deve possuir aditivação que proporcione excelente propriedade de Índice de Fricção, a fim de facilitar a troca de marcha no Conversor de Torque. Deve apresentar também excelente Compatibilidade materiais.

Uma formulação típica do ATF é composta por um pacote de aditivos, com 6 a 12% da composição, com modificadores de atrito, Inibidores da Oxidação, Detergentes e Dispersantes, Inibidores de Corrosão, Antidesgaste, Agente de Dilatação dos Selos, Antiespumante, pelo Modificador de Viscosidade, com 2 a 10% da composição, pelos Óleos Básicos, Mineral (Grupo II) e Sintético (Grupo III), com 80 a 90% da composição, e pelo Corante Vermelho, com 250 ppm da composição, com a finalidade de identificação de eventual vazamento através dos selos. 

Entre as tendências para Transmissões Automáticas estão; a redução de perdas hidráulicas, o aumento da velocidade na troca de marcha e da velocidade de deslocamento e engrenagens menores com um projeto mais leve.

Entre as tendências para ATF estão; baixas viscosidades menores do que 6 cSt a 100°C, fricção mais sofisticada e com melhor durabilidade da fricção e melhor desempenho Antidesgaste (AW). Os ATF têm se tornado muito específicos para cada aplicação, como outras peças mecânicas.

tabela troca de oleo

Especificações para Transmissões Automáticas

As principais especificações para Transmissões Automáticas são: General Motors – Dexron, Ford – Mercon e a KIA/Hyundai – SP. Nas especificações mais modernas são desenvolvidas formulações através de óleos sintéticos, com menor viscosidade e melhor pacote de aditivos, que proporciona maior performance, vida útil e economia de combustível.

  • General Motors – Dexron: A especificação para ATF desenvolvida pela General Motors em 1957 chama-se Dexron, e é a principal referência mundial para este tipo de fluido. O Dexron III-G foi indicado pela GM até 2005, o Dexron III-H até 2007, e o Dexron VI, até hoje, mas é compatível com as especificações anteriores.
  • Ford – Mercon: A especificação para ATF desenvolvida pela Ford em 1957 chama-se Mercon, e é a segunda principal referência mundial para este tipo de fluido. O Mercon foi indicado pela Ford até 2007, já o Mercon SP até 2010, e os Mercon V, Mercon C e o mais moderno, Mercon LV (Low Viscosity), até hoje.
  • KIA-Hyundai – SP: Na Coréia do Sul, o Grupo KIA-Hyundai criou a especificação ATF SP. As especificações são: Genuine ATF, SP-II, SP-III, SP-IV, SPH-IV e NWS-9638 T-5S, esta última elaborada com óleo sintético de baixa viscosidade, para câmbio automático de 6 marchas. A japonesa Mitsubishi também utiliza esta especificação em seus câmbios automáticos.

Outras Especificações:

  • Aisin Warner: AW-1 e JWS 3309 
  • Allison: C-4, AT 545, MT 643, MTB 643, MT 643R e B 300R 
  • BMW: 83 22 0 397 114,LT 71141, LA2634, 7045-E, ETL-8072B
  • Eaton: PS
  • FCA Chrysler-FIAT: 68043742AA, US LCC ATF+3, ATF+4 2
  • Honda/Acura: DW-1 e Z-1
  • Isuzu: SCS, Genuine ATF
  • JASO: 1-A, 2A-02, 1A-LV13
  • MAN: 339 Type V1/V2/Z1/Z2
  • Mazda: ATF M-III e ATF M-V
  • Mercedes Benz: MB 236.5/6/7/8/9/10/11, MB236.11, MB 236.12, MB 236.14, MB 236.15
  • Mitsubishi: ATF-J2, ATF-J3, SP-III, SP-IV
  • Mopar: 05189966AA (AS68RC)
  • Nissan/Infiniti: Matic D, Matic J, Matic K e Matic S
  • PSA Peugeot-Citroën: B71 2340
  • Subaru ATF, ATF-HP, ATF 5AT
  • Volkswagen: VW TL 52162
  • Volkswagen/Audi: G 052 025/540 (A2) e G 055 025/990 (A2)
  • Volvo: CE 97341 (AT101), 1161521, 1161540 e1161640
  • Toyota/Lexus: T-III, T-IV, Type WS
  • Voith Turbo: H55.6335.xx, H55.6336.xx  
  • ZF: TE-ML 03D, TE-ML 04D, TE-ML 14B, TE-ML 17C, TE-ML 20B, TE-ML 25B e TE-ML 11B

Trocar o ATF, ou não?

Por desinformação, existe polêmica quanto a trocar o ATF. A regra de ouro é sempre a mesma: Siga as orientações do Manual do Veículo. Na grande maioria dos casos, dependendo da montadora, modelo e ano do Veículo, o período de troca é de 40 mil quilômetros. Há montadoras que recomendam a troca por período, não por quilometragem, neste caso, 4 anos é considerado uma boa prática.

Uma coisa é certa: nenhuma montadora recomenda um procedimento que prejudique o seu cliente. Caso haja problemas dentro do Período de Garantia, você deve levar o seu veículo até uma concessionária. 

Na maior parte da frota os óleos são minerais, mas os veículos com tecnologia mais avançado utilizam óleos sintéticos, cada vez mais finos (menos viscosos), sendo que hoje a faixa de viscosidade típica à 40ᵒC varia entre 28 e 38 cSt. Mesmo assim, possuem uma vida útil, na melhor das hipóteses igual a vida útil projetada para o veículo, ou seja, 7 anos. Isto ocorre porque as moléculas dos óleos, mesmo que sintéticas, sofrem degradação por ação do oxigênio e temperatura, o pacote de aditivos químicos sofre depleção (são consumidos) e a eventual contaminação por água e/ou partículas sólidas. 

ATENÇÃO: Se trocar o ATF, não faça em qualquer oficina, leve à um especialista ou concessionária.

 

Fonte: https://valvoline.com.br/preciso-trocar-o-oleo-da-transmissao-automatica/

 
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